Podem prender um homem. Podem proibir suas redes sociais, restringir suas visitas, impedir que sua voz circule livremente e submetê-lo a decisões judiciais que milhões de brasileiros consideram abusivas. O que não conseguiram prender foi uma ideia. E o primeiro turno de 2026 mostrou isso de maneira que nem o mais otimista eleitor de direita talvez imaginasse.
O resultado das urnas não foi apenas uma vitória de Flávio Bolsonaro sobre Lula no primeiro turno. Foi uma resposta política de dimensão nacional.
Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.268 votos, 47,03% dos votos válidos, contra 53.876.617 votos e 45,16% de Lula. Foram mais de 2,2 milhões de votos de vantagem. O filho superou, inclusive, o percentual obtido por Jair Bolsonaro no primeiro turno de 2022. E isso aconteceu com seu pai preso em regime domiciliar e submetido a severas restrições judiciais.
Mas olhar apenas para a disputa presidencial é não compreender o tamanho do recado dado pelas urnas.
Não foi uma onda. Foi uma mudança de correlação de forças
O PL elegeu 121 deputados federais e será, disparado, a maior bancada da Câmara dos Deputados. É a maior bancada conquistada por uma única legenda desde a redemocratização. O partido tinha elegido 99 deputados em 2022 e agora chega a 121. Enquanto isso, o PT elegeu 70 deputados; considerando toda a Federação PT-PCdoB-PV, são 88.
A diferença é ainda mais simbólica quando observamos os candidatos individualmente. Os dois deputados federais mais votados do Brasil são do PL: Nikolas Ferreira, em Minas Gerais, com 3.119.318 votos, e Lucas Pavanato, em São Paulo, com 3.038.438 votos.
O Novo também cresceu. Elegeu 10 deputados federais e conseguiu superar a cláusula de desempenho. PL e Novo, sozinhos, somarão 131 deputados. Quando se acrescentam partidos de direita e centro-direita, como Republicanos e PP, fica evidente que o resultado de 2026 produziu uma Câmara muito mais conservadora do que aquela desejada pelo Palácio do Planalto.
Mas foi no Senado que talvez tenha ocorrido a mudança politicamente mais importante.
O PL conquistou 19 das 54 vagas em disputa e passará de 15 para impressionantes 28 senadores em 2027. O PT terá apenas 9. O Novo, que tinha um senador, passará a ter três. PL, PP, Republicanos e Novo, considerados em conjunto, alcançarão 43 dos 81 senadores.
Isso muda profundamente a relação de forças em Brasília.
O Senado não apenas legisla. É a Casa que aprova indicações para o Supremo Tribunal Federal e possui competência constitucional para processar e julgar ministros do STF nos crimes de responsabilidade.
E os estados também falaram
Dos 20 governadores definidos no primeiro turno, 13 pertencem a partidos classificados à direita, e o PL foi a legenda que mais elegeu governadores: cinco.
Foram eleitos pelo partido Sergio Moro, no Paraná; Zucco, no Rio Grande do Sul; Jorginho Mello, em Santa Catarina; Marcos Rogério, em Rondônia; e Arthur Henrique, em Roraima. Outros candidatos do campo político de Flávio Bolsonaro também venceram. Levantamentos publicados após a eleição apontaram que 11 dos 20 governadores já eleitos são aliados de Flávio, contra cinco aliados de Lula.
Em São Paulo, o contraste foi devastador para o PT.
Tarcísio de Freitas foi reeleito governador no primeiro turno com 62,65% dos votos válidos, contra 36,42% de Fernando Haddad. Tarcísio recebeu 14.491.874 votos. Haddad conseguiu vencer em apenas seis dos 645 municípios paulistas.
E São Paulo ainda elegeu Guilherme Derrite e André do Prado para o Senado. Na Câmara, o PL conquistou 19 das 70 cadeiras paulistas.
No Rio de Janeiro, outro símbolo: Flávio Bolsonaro fez 53,01% dos votos, contra 39,41% de Lula. O PL elegeu 15 dos 46 deputados federais do estado.
Na disputa pelo governo fluminense, Douglas Ruas terminou com 49,27%. A situação ainda depende da Justiça Eleitoral: Anthony Garotinho desistiu do recurso relativo ao indeferimento de sua candidatura e, caso seus votos sejam definitivamente retirados do cálculo dos votos válidos, Ruas passa a aproximadamente 50,89% e poderá ser declarado eleito no primeiro turno. Portanto, aqui não cabe antecipar uma decisão que ainda pertence à Justiça Eleitoral.
Esse conjunto de resultados não é um detalhe eleitoral. É uma rejeição política que atravessou Presidência, Câmara, Senado e governos estaduais.
Dois pesos e duas medidas?
É impossível observar 2026 sem voltar alguns anos.
Lula foi condenado inicialmente pelo então juiz Sergio Moro no caso do tríplex. A condenação foi confirmada pelo TRF-4 e passou posteriormente pelo STJ. Preso em 2018, Lula tornou-se inelegível e Fernando Haddad assumiu a candidatura presidencial do PT.
Mesmo preso, Lula continuou sendo o principal símbolo daquela campanha. Haddad explorou politicamente sua imagem. Ainda assim, Jair Bolsonaro venceu o segundo turno por 55,13% a 44,87%.
O PT também encolheu na Câmara: havia eleito 68 deputados em 2014 e terminou a eleição de 2018 com 54.
Depois tudo mudou.
Em 2021, o STF anulou as condenações de Lula porque considerou a 13ª Vara Federal de Curitiba incompetente para julgar aquelas ações. Posteriormente, o Supremo também manteve o reconhecimento da suspeição de Sergio Moro no processo do tríplex.
O resultado político todos conhecem: Lula recuperou seus direitos políticos, disputou 2022, voltou à Presidência e agora busca permanecer no poder.
Compare isso com Jair Bolsonaro.
Em setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão. Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação; Cristiano Zanin também integrou a maioria. Zanin havia sido advogado pessoal de Lula, enquanto Dino foi ministro da Justiça de seu governo.
Luiz Fux divergiu.
E não foi uma divergência lateral: Fux votou pela absolvição de Jair Bolsonaro das acusações apresentadas pela PGR, assim como pela absolvição de outros integrantes do chamado núcleo central.
A maioria decidiu diferente e a condenação transitou em julgado. Esse é o fato jurídico.
Minha opinião também precisa ficar clara: considero essa condenação desproporcional e profundamente questionável, tanto pela competência utilizada para o julgamento quanto pelas garantias processuais discutidas pela defesa e pela amplitude das penas impostas. Discordar do STF não significa negar a existência de uma decisão judicial; significa exercer o direito democrático de criticá-la.
Bolsonaro preso; o bolsonarismo nas urnas
Hoje Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária. Está proibido de utilizar celular e redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, e suas visitas dependem de autorização judicial.
E houve algo ainda mais extraordinário durante a campanha.
Alexandre de Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao próprio pai, depois que Flávio publicou uma carta escrita por Bolsonaro. A restrição alcançou justamente o filho que disputava a Presidência da República. Após o primeiro turno, Bolsonaro precisou pedir formalmente autorização ao STF para receber Flávio.
Cada brasileiro pode considerar essas medidas necessárias ou abusivas.
Eu as considero abusivas.
E exatamente por isso o resultado de 4 de outubro possui um significado político tão poderoso.
Prenderam Bolsonaro. Restringiram sua comunicação. Afastaram-no das redes sociais. Limitaram visitas. Impediram que sua voz participasse livremente da campanha.
E o resultado?
56 milhões de votos para Flávio Bolsonaro.
121 deputados federais do PL.
28 senadores do PL a partir de 2027.
Cinco governadores do PL eleitos já no primeiro turno.
Tarcísio reeleito com 62,65% em São Paulo.
Nikolas e Pavanato ultrapassando três milhões de votos cada.
Isso é muito maior do que Jair Bolsonaro.
É um movimento político que as decisões judiciais não conseguiram apagar.
A memória do Brasil não começou ontem
Durante anos venderam ao brasileiro a ideia de que Lula e o PT seriam vítimas de uma grande conspiração.
Mas a memória nacional não pode ser seletiva.
O Brasil viveu o Mensalão, julgado pelo próprio STF, com condenações de importantes dirigentes petistas. Viveu o gigantesco esquema de corrupção revelado na Petrobras pela Lava Jato, envolvendo empreiteiras, operadores financeiros e políticos de diferentes partidos.
Lula chegou a ser condenado criminalmente no contexto da Lava Jato. Essas condenações foram posteriormente anuladas pelo STF pelas razões processuais já explicadas.
Agora, no terceiro governo Lula, surgiu o escândalo dos descontos associativos indevidos do INSS, com bilhões de reais descontados de aposentados e pensionistas e uma investigação que chegou a personagens muito próximos do núcleo político e familiar do presidente.
E os fatos conhecidos sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, merecem atenção.
A Polícia Federal passou a apurar suspeitas de corrupção e tráfico de influência relacionadas à autorização para comercialização de cannabis medicinal em programas vinculados ao Ministério da Saúde. Segundo informações da investigação divulgadas pela imprensa, a suspeita é de que Lulinha tenha atuado com a empresária Roberta Luchsinger, sua amiga, em favor da World Cannabis, empreendimento relacionado a Antônio Carlos Camilo Antunes, o chamado Careca do INSS.
Roberta tornou-se personagem central dessa investigação. A Polícia Federal identificou pagamentos de aproximadamente R$ 1,5 milhão de empresa ligada ao Careca do INSS para uma companhia da empresária. Ela foi alvo de busca e apreensão e a PF descreveu sua atuação, em uma etapa da investigação, como relevante para estruturas empresariais e movimentações financeiras que estavam sendo apuradas.
Há ainda mensagens apreendidas em que Roberta teria orientado o Careca do INSS a se desfazer de telefones depois de uma operação policial.
A própria Roberta confirmou ter apresentado Lulinha ao Careca do INSS antes da deflagração da Operação Sem Desconto. A defesa de Lulinha também reconheceu que Antônio Carlos Camilo Antunes pagou despesas de uma viagem dele a Portugal, em 2024, embora sustente que não houve qualquer participação de Lulinha em atividade ilícita ou recebimento relacionado ao esquema.
Isso precisa ser tratado como investigação, não como condenação. Mas também não pode simplesmente desaparecer do debate público porque envolve o filho do presidente da República.
É exatamente essa diferença de tratamento que precisa ser questionada.
E então surgiu o Banco Master
Como se o ambiente institucional brasileiro já não estivesse suficientemente conturbado, o caso do Banco Master abriu outra frente de questionamentos envolvendo algumas das figuras mais poderosas de Brasília.
Documentos tornados públicos revelaram contrato do Banco Master com o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
O contrato previa pagamentos que poderiam alcançar R$ 131 milhões ao longo de três anos. Entre os serviços previstos estavam compliance e consultoria estratégica relacionada a procedimentos perante Polícia Federal, polícias civis, Banco Central, Receita Federal e Cade, além de representação judicial.
O escritório sustenta que o contrato era regular, que efetivamente prestou serviços ao banco e que não havia impedimento jurídico, destacando ainda que Alexandre de Moraes não havia julgado causas envolvendo o Master.
Mas a dimensão financeira e institucional da relação evidentemente merece escrutínio público.
E o caso não parou no contrato.
Mensagens recuperadas pela Polícia Federal mostraram contatos enviados por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes nas semanas anteriores à prisão do banqueiro. Também vieram a público comunicações envolvendo ou mencionando outras autoridades.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apareceu em mensagens que revelaram relação pessoal próxima com Vorcaro. Paralelamente, Alcolumbre foi duramente pressionado por parlamentares para permitir a instalação de uma CPI destinada a investigar o Banco Master e indeferiu pedidos de leitura dos requerimentos, sustentando que a definição do momento da leitura constitui prerrogativa da Presidência do Congresso.
Isso não prova participação de Alcolumbre nas irregularidades investigadas no banco. Mas cria uma questão política legítima: diante da dimensão do caso e da relação revelada pelas mensagens, por que o Congresso não deveria investigá-lo com máxima transparência?
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também apareceu citado em mensagens recuperadas do celular de Vorcaro.
O Conselho Superior do Ministério Público Federal chegou a analisar pedido apresentado pelo Novo para investigar Gonet por possível prevaricação. A abertura da investigação foi rejeitada por uma margem estreita: 5 votos a 4. O colegiado decidiu ainda, por unanimidade, mantê-lo na condução dos processos.
Não existe, até aqui, prova de que Gonet tenha interferido nas investigações do Master.
Mas quatro integrantes do Conselho Superior do próprio MPF entenderam que havia elementos suficientes para defender a abertura de investigação. Isso também é um fato e merece ser conhecido pela sociedade.
O caso tornou-se ainda mais grave institucionalmente porque passou a envolver acusações cruzadas dentro do próprio Supremo. Alexandre de Moraes questionou a condução das investigações e levantou acusações contra André Mendonça; por sua vez, documentos e mensagens relativos ao Master e ao relacionamento de Vorcaro com autoridades foram retirados do sigilo.
Independentemente de preferência política, uma República saudável deveria querer mais transparência, e não menos, quando contratos milionários, banqueiros investigados, ministros do Supremo, o procurador-geral da República e o presidente do Senado aparecem no mesmo ambiente de questionamentos públicos.
Nenhuma dessas menções, relações ou contratos, isoladamente, prova crime.
Mas tampouco deveriam ser tratados como assuntos proibidos.
Dois pesos, duas medidas e uma sociedade cansada
Esse é, para mim, um dos problemas centrais do Brasil atual.
Quando a suspeita envolve Bolsonaro ou alguém próximo à direita, muitas vezes a suspeita rapidamente se transforma em condenação política pública.
Quando os fatos alcançam pessoas próximas ao governo Lula ou autoridades integrantes do establishment institucional, surgem imediatamente dezenas de ressalvas, justificativas e pedidos para que ninguém faça qualquer questionamento antes do encerramento de todas as investigações.
O Estado de Direito deveria funcionar exatamente da mesma maneira para todos.
O Brasil não pode aceitar uma Justiça para adversários e outra para aliados.
Não pode aceitar rigor absoluto de um lado e complacência do outro.
Não pode normalizar relações entre poder político, poder econômico e instituições sem exigir explicações transparentes.
E também não pode esquecer sua própria história.
Mensalão.
Petrolão.
Lava Jato.
Os escândalos envolvendo fundos de pensão e estatais.
As fraudes contra aposentados investigadas no caso do INSS.
As novas investigações envolvendo personagens próximos ao núcleo presidencial.
E os questionamentos institucionais levantados pelo caso Banco Master.
Tudo isso precisa ser investigado com independência, sem blindagem política e sem escolher previamente quem pode ou não ser investigado.
Democracia não pode significar concordar com Lula.
Democracia também não pode significar concordar com Alexandre de Moraes.
E defender o STF como instituição não obriga ninguém a considerar infalíveis as decisões de seus ministros.
Tentaram encerrar Bolsonaro. As urnas responderam
Talvez esse tenha sido o maior erro estratégico cometido contra Bolsonaro.
Acreditaram que retirar Bolsonaro das urnas significaria retirar o bolsonarismo da política.
A eleição mostrou exatamente o contrário.
O PL não apenas sobreviveu: tornou-se a maior força partidária do Congresso.
Flávio não apenas chegou ao segundo turno: venceu Lula no primeiro.
O Senado não apenas se tornou mais conservador: o PL terá 28 cadeiras, contra nove do PT.
Nos estados, a direita conquistou a maioria dos governos definidos no primeiro turno.
E o candidato mais importante desse campo político estava impedido de concorrer.
Tentaram transformar Bolsonaro em passado. As urnas mostraram que sua influência política permanece presente e que o campo da direita se expandiu para além de sua candidatura pessoal.
Agora vem o segundo turno
Há ainda um dado histórico relevante.
Desde a redemocratização, o candidato que terminou o primeiro turno presidencial na liderança também venceu o segundo turno. A regra se confirmou em todas as eleições desde 1989.
Isso não significa que a eleição esteja decidida.
Não está.
Lula obteve quase 54 milhões de votos e continua sendo eleitoralmente muito forte. A diferença entre os dois candidatos foi inferior a dois pontos percentuais. O segundo turno de 25 de outubro será uma nova eleição.
Mas existe uma diferença fundamental em relação ao começo da campanha.
Estamos falando de voto contado.
E não foram apenas os 56 milhões de votos dados a Flávio.
Foram 121 deputados do PL.
Foram 28 senadores que o partido terá na próxima legislatura.
Foram governadores eleitos.
Foram milhões de votos dados a candidatos identificados com a direita em praticamente todas as regiões do país.
Foi Tarcísio ultrapassando 62% em São Paulo.
Foram Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato rompendo a barreira dos três milhões de votos.
Foi o crescimento do Novo.
Foi a consolidação de uma direita parlamentar que já não depende de um único mandato, de um único estado ou sequer de uma única eleição presidencial.
E talvez essa seja a mensagem mais importante de 4 de outubro.
Durante anos, adversários de Jair Bolsonaro trataram seu movimento político como um acidente histórico que desapareceria assim que seu principal líder fosse retirado das urnas.
Bolsonaro foi declarado inelegível.
Foi processado.
Foi condenado.
Foi preso.
Foi retirado das redes sociais.
Teve sua comunicação restringida.
Ficou fora da eleição presidencial.
Mesmo assim, o campo político construído ao redor de suas ideias chegou a 2026 maior no Congresso, mais forte no Senado, presente nos governos estaduais e com seu candidato presidencial terminando o primeiro turno à frente do presidente da República.
Isso não é culto a uma pessoa.
É um fenômeno eleitoral que precisa ser compreendido até por quem detesta Bolsonaro.
Porque uma liderança política pode ser retirada de uma eleição por decisão judicial. Um partido pode ser atacado. Parlamentares podem perder mandatos. Redes sociais podem ser bloqueadas. Uma candidatura pode ser impedida.
E foi exatamente isso que fizeram em 4 de outubro.
Tentaram transformar Bolsonaro em silêncio.
As urnas responderam com milhões de votos.
Tentaram convencer o país de que a direita acabaria sem Bolsonaro na cédula.
Ela respondeu conquistando a maior bancada da Câmara, ampliando sua presença no Senado, vencendo governos estaduais e chegando ao segundo turno presidencial na liderança.
Podem discutir Bolsonaro.
Podem criticá-lo.
Podem julgá-lo.
Podem condená-lo.
Podem até prendê-lo.
O que nenhuma decisão judicial consegue determinar é o que milhões de brasileiros devem pensar dentro de uma cabine de votação.
E essa talvez seja a maior ironia política de 2026:
Prenderam Bolsonaro, mas não prenderam sua força eleitoral.
Tiraram seu nome da urna, mas não conseguiram tirar suas ideias do voto.
Prenderam o homem.
As urnas mostraram que não prenderam a direita.
